Um amor para recordar…


Sabe aquele amor adolescente, que te deixa apreensivo, ansioso, que te dá um calorzinho no peito quando lembra?

Eu tenho um desses, por favor, não riam. É pelo Metallica. Desde a adolescência.

Meu primeiro contato com o Metallica deve ter sido pelos 12 ou 13 anos. Bem naquela época de transição entre a pré-adolescência e a adolescência. Quando a gente tem que começar a usar sutiã e tirar as Barbies das prateleiras. Época de traumas, diga-se de passagem. Meu primo mais velho tinha um monte de CDs deles e deve ter sido ele que apresentou. Lembro do quartinho dele cheio de pôsteres de bandas na parede, entre elas predominando o Metallica.

Relíquia tecnológica: MiniDisc

Relíquia tecnológica: MiniDisc

Em 1999, meu pai me presenteou no Natal com uma baita iguaria tecnológica: um MD Player – MD significa MiniDisc, aparece no Matrix. Nunca tive walkman nem discman, então este foi o meu primeiro player portátil. E a grande vantagem dele era poder copiar mídias digitais nos “minidiscs”, relíquia tecnológica hoje em dia. Entre uns Silverchairs, Foo Fighters, Nirvanas e afins, gravei uma cópia do Black Album no meio. Na mesma época, deve ter vindo uma cópia do And Justice For All.

A lembrança mais forte que eu tenho é de outra relíquia tecnológica aqui de casa. Tem um LD (LaserDisc, bisavô do DVD) com um tributo ao Freddie Mercury. Metallica tocou 4 músicas nesse show, e eu assisti até quase fazer furo no LD, rs.

Em 2001, pedi de presente de Natal para os meus pais um contrabaixo. Não foi dessa vez, mas ganhei de presente a edição especial importada do S&M em DVD, raríssima de achar hoje em dia, meu xodó também.

Em 2002, prestei exame de seleção para entrar no ensino médio na UTFPR, na época CEFET-PR, e passei. Aí ganhei de presente o contrabaixo, que ainda tenho, embora não disponha de coordenação para tocar, que ganhou o nome de Cliff Burton. Os pôsteres na parede da adolescência foram e voltaram, mas o Cliff Burton continua até hoje na porta do meu quarto.

Cliff Burton

Cliff Burton

E desde essa época que eu sempre lembro de Metallica na minha vida. De rascunhar as letras das músicas nos cadernos, de ouvir chorando nas tardes cinzentas da adolescência, de sempre lembrar do 27 de setembro com carinho.

Na turnê do Death Magnetic, quando eles se apresentaram no Brasil, eu estava desempregada e fiquei bem triste por não poder assistir aos shows. Fiquei um tempo sem ouvir para não me chatear mais.

E com o Rock in Rio, não consegui comprar ingressos nas oportunidades em que eram baratos. Com a proximidade do show, uma graninha guardada e um fiozinho de esperança, comecei a caçar ingressos de gente desesperada vendendo de última hora. Achei um cara vendendo no Facebook e peguei 3 dias antes do show. A minha prima, parceira na jornada de amar Metallica, se motivou e decidiu ir também.

14 horas de viagem, 10 horas na Cidade do Rock e o melhor show da vida. A cereja do bolo foi Orion, que me fez soluçar, junto com a lembrança de 25 anos sem Cliff Burton completados na semana do show.

Chorei também em Seek and Destroy, porque vi o momento em que o show acabava.

No caminho de 3 km de volta ao ônibus para mais 14 horas de viagem, nenhuma palavra. Eu estava absorvida pela realização do sonho de vê-los ao vivo.

Aqui é rock, bebê!

Aqui é rock, bebê!

Aqui é rock, bebê!

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. amenriconi
    out 21, 2011 @ 18:49:46

    E lá se vai quase um mês…parece que foi tanto tempo, parece que foi ontem…mas o que importa é que foi inesquecível!!!(e o melhor é que teve você junto, não faria sentido se fosse diferente…)

    Responder

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