Letras num país de não-leitores


O acadêmico de Letras no Brasil tem um grande desafio. Seja sua pretensão tornar-se professor ou pesquisador. Estatísticas apontam que apenas um em cada três adultos alfabetizados lê livros, e o brasileiro médio lê 1,8 livros não-acadêmicos por ano, segundo artigo publicado na revista britânica “The Economist”, em março de 2006. Não faltam boas iniciativas de ONGs e am alguns casos até do governo, mas boa vontade não basta. O gosto pela leitura deve vir de casa, ou da escola, de onde geralmente vem apenas a obrigação. A sociedade atual e suas referências estão se tornando cada vez mais simplificadas e imagéticas, numa avalanche de informações cheia de figuras em movimento. O hábito de leitura não é preservado nem em casa, pelos pais, que escondem os pouquíssimos livros em armários sujos e inacessíveis. Entretenimento é a televisão, o cinema, um videogame ou no máximo o computador. Como os livros podem competir com tanta tecnologia e tantas imagens? Eis o desafio inicial da academia de Letras num país que abandonou (ou nunca apreciou?) os livros.

Giulianna Santos é caloura de Letras Francês na Universidade Federal do Paraná

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