Escreve, escreve, escreve

Tanta coisa pra fazer e me surge essa criaturinha. Ela ficou zunindo no meu ouvido até que eu escrevesse.

Annie

Abriu os olhos vagarosamente e levantou-se preguiçosa. Há quase vinte anos Annie estava dormindo sob um bonito túmulo de um cemitério. Levantou com delicadeza a pesada tampa do sarcófago, saiu graciosamente e devolveu-a no lugar. Espreguiçou-se e imediatamente pensou: “Preciso de um espelho”. Porém, seu estômago reclamou alto. “É, acho que preciso mais me alimentar”, pensou novamente. Batendo a poeira de suas roupas, saiu saltitando com leveza sob a luz da lua entre os túmulos para pular por cima do muro e sair do cemitério com a mesma facilidade.

Qualquer passante que a visse pensaria ser uma criança maltrapilha sozinha na madrugada. Annie, apesar de ter 185 anos, conservava a aparência de inocente menina em seus 14 anos. Claro que hoje meninas de 14 anos não são inocentes. Mas quando Annie tinha 14 anos, no século 19, ela certamente era inocente, inocência que conserva um pouco até hoje. Apesar de empoeirados, os longos cabelos negros movimentavam-se magicamente, lambendo sua sobrenatural pele alva. Os enormes olhos castanhos amendoados davam-lhe certo ar assustador e ao mesmo tempo cativante. Annie parecia uma boneca.

Caminhava despreocupada pelas ruas da cidade, observando as mudanças ocorridas no tempo em que estivera dormindo. Uma inocente alegria tomava conta de seu rosto infantil e pálido enquanto respirava fundo e olhava as estrelas. A luz da lua fazia seus olhos brilharem como bolas de gude. Subindo nos telhados das casas leve como uma pluma, a pequena Annie pensava como era bom voltar a estar acordada, e nem pensava em se lembrar dos motivos pelos quais estava dormindo. Chegou ao centro da cidade e um cheiro peculiar fez sua fome arder mais um pouco. Cheiro de sangue humano fresco. Uma luz vermelha faiscou nos olhinhos amendoados.

Entrou numa rua feia e úmida, quase um beco. De canto de olho percebeu que um homem grande a seguia, mas continuou andando devagar. Quando percebeu o calor do corpo que se aproximava, parou e virou-se. O grandalhão feio olhou bem fundo nos olhos da menina. Em um segundo, aquele ser aparentemente indefeso se transformou num monstro. As unhas, que pareciam de vidro, voaram na garganta daquele homem, estraçalhando-lhe a traquéia e o empurrando contra uma parede próxima. Ele caiu e imediatamente Annie debruçou-se sobre ele e fincou-lhe os dentes agudos no pescoço. Bebeu quase todo o sangue daquele homem enorme que faltou um segundo antes que sorvesse a última gota. Largou-o no chão e sentou-se encostada na parede com as pernas esticadas e as mãozinhas sobre a barriga.

Um arroto ecoou no beco, e em seguida a longa risada de uma menina. Annie levantou-se e desapareceu da pequena rua.O sangue bebido deixou os delicados lábios da pequena vampira de um vermelho vivo, dando-lhe mais ainda aparência de boneca, até um pouco macabra. Passou as mãos pelos cabelos e sentiu a poeira sobre ele. “Definitivamente, preciso de um espelho”, pensou rindo Annie.

Nirvana

Meu, é tosquinho mas é foda.
Eu ia dizer “quem não foi um adolescente revoltado e gunge que atire a primeira pedra”, mas é óbvio que ninguém era gunge.
Só essa menininha estranha que vos escreve tinha pôsteres do Kurt Cobain no quarto e escrevia nos cadernos coisas como “I hate my self wanna die”, ou “I don’t care what you think unless it is about me”, ou “I’m on my time with everyone, I have very bad posture”, ou ainda “My heart is broke, but I have some glue”… Tá, talvez essa menininha e mais algumas amigas que também eram gunges. Calma, hoje somos “normais”.

As letras deles me lembram de muitos traumas fodas da minha adolescência. Foda porque dói lembrar, mas que bom que passou.

Fim!

beijosmeliga!

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Novo visual e novas idéias

Olha que bicha
Ficou uma boiolice esse novo template né?
Mas eu gostei. O outro era meio Avril Lavigne (tudo contra). Esse tá mais meiguinho.

Mas quero falar de outras coisas hoje.

Gizele, a Madonninha capixaba

Essa menina é um sucesso gente.
Ela tem uma história de vida muito bonita. A nossa garota materi, quando criança teve um problema grave de saúde que lhe impediu de andar por muito tempo. Ficando em casa muito tempo e vendo muita porcaria na tv, um dia topou com a musa das musas, nossa dearest Madonna. Ficou impressionada com a história da vida da cantora, e passou a te-la como exemplo de vida. Ao se recuperar da doença e voltar a andar, aos 9 anos, ganhou de presente a gravação de um CD de um tio seu, e foi daí que saiu Em Busca da Vitória. Ela fez versões em português, traduzidas ao pé da letra. Sim, é terrível. Hoje ela reconhece que era tosco. Mas continua cantando em festas thrash, além de querer entrar no BBB8. Vale a pena conferir os hits “Garota Materialista”, “Feriado” e “Como uma virgem”. No mais, acho que dispensa comentários. hehe

André Vianco

Agora vou falar de de alguém bom de verdade. André Vianco é escritor, brasileiro e o principal foco de suas obras é o terror e sobrenatural. Já tem lançados dez livros, dois HQs e alguns curtas. É um dos meus autores favoritos, sem dúvida. Seus livros misturam vampiros, demônios, todas essas coisas sobrenaturais, muita ação e suspense e principalmente se passam em cenários tupiniquins.

Eu que aprecio muito literatura do gênero, principalmente quando tem vampiros, sinto orgulho de ter um ator com tal envergadura no Brasil.

Na última terça-feira, ele esteve presente na FNAC numa conversa com os leitores de seus livros e quadrinhos, e foi muito bom. Apesar do pequeno atraso causado no seu vôo pela tempestade que teve no dia e do local estar bem mais vazio do que eu previa.

Vianco contou sobre como descobriu sua vocação literária, como bancou do próprio bolso seu primeiro livro, deixou escapar algumas dicas sobre o próximo livro, além de revelar sua rotina enquanto escreve e sua “relação” com seus personagens.

A parte mais legal foi que ele incentivou muito os aspirantes a escritores. No final, quando dando autógrafos ele me disse para ter muita força de vontade. OK, quem não conhece deve pensar “grande porcaria”, mas ele tem a mesma moral comigo do que Anne Rice e E.A. Poe. hehe “paguei um pau.”

Feriado

Nem acredito.
Deixo a palavra para minha amiga Gizele

“Feriadú
Comemóri
Seriáá, seria tão legal”

Fim.

Tchau, beijosmeliga!